O amor sabe bem no silêncio. Sem festas, purpurinas ou espectadores. O amor sabe bem quando é no quentinho do que somos com alguém que vivemos. Aleatórios ao que não é preciso. Saborosos o suficiente para saber onde está a doçura. Nos momentos que ninguém irá descobrir por nós. Nas alturas em que o céu deixa de ser uma fronteira. Pergunto tantas vezes onde anda o amor no silêncio. Porque é que toda a gente faz barulho. Quem pensa nos gritos de amor que daríamos sem falar. Hoje pensei nos dias em que beijamos o mar salgado nos lábios de alguém. E nos descobrimos tão doces. No arrepio que provoca a vibração de ser de alguém. E nos sentimos tão fortes. Hoje provei do silêncio mais bonito do mundo. Amar o que não se vê é a maior dádiva do mundo.
Onde está o amor no silêncio sem purpurinas, festa ou espectadores?
O melhor guardamos para nós, porque por ser tão nosso não precisa de público. Acredito que quando estamos bem connosco e com o outro, quando estamos seguros daquilo que partilhamos não são necessárias demonstrações para terceiros.
ResponderEliminarAdorei o texto, faz-nos pensar!
É precisamente esse tempo inicial de que me falaste. A tua resposta também me deixou a pensar, talvez um misto sim. Mas mais, para mim, o que se vive no silêncio. Obrigada por seres assim genuína.
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